De onde vêm as ideias do Kalisme, e o que a pesquisa diz sobre elas.
O Kalisme é um aplicativo de bem-estar psicológico, sem finalidade médica. Esta página mostra em que ele se apoia, com suas referências e seus limites.
O que não afirmamos. Ter inventado essas abordagens: o Kalisme as reúne. E que o próprio Kalisme já tenha sido avaliado: seus fundamentos são estudados, seu efeito ainda não.
O que a ciência diz, e o que não diz
Estudado
A atenção plena, a autocompaixão, a psicologia positiva e a terapia de aceitação e compromisso têm efeitos medidos sobre o estresse e o bem-estar, na maioria das vezes pequenos a moderados.
Inspiração
Carl Rogers, os estoicos, Aristóteles: tradições de pensamento, não resultados de pesquisa. Elas iluminam; não provam nada.
Hipótese do Kalisme
Que o Kalisme, ao reunir essas abordagens em um aplicativo, produza esses efeitos. Isso ainda não foi avaliado: nossos pilotos testam primeiro se ele é adotado e considerado útil, não o seu efeito.
Cada referência desta página foi verificada em 8 de outubro de 2026 pelo seu DOI (o identificador permanente de uma publicação científica, que leva à sua página na editora) ou, no caso de um livro, pelo seu ISBN. Incluímos também os contrapontos: os estudos que encontram efeitos menores que os primeiros.
As raízes
Fundamentos psicológicos
Atenção plena
O que o Kalisme retém: trazer a atenção de volta ao presente.
O que a pesquisa diz: no trabalho, efeitos sobre o estresse, o sofrimento psicológico e o esgotamento, de pequenos a grandes conforme o que se mede (53 ensaios randomizados, publicados em 56 artigos, em Vonderlin et al.); estáveis até 3 meses, não estabelecidos além disso; diferenças entre os estudos que continuam sem explicação.
Vonderlin, R., Biermann, M., Bohus, M., Lyssenko, L. (2020). Mindfulness-based programs in the workplace: a meta-analysis of randomized controlled trials. Mindfulness, 11(7), 1579-1598. doi:10.1007/s12671-020-01328-3
Michaelsen, M. M., Graser, J., Onescheit, M., Tuma, M. P., Werdecker, L., Pieper, D., Esch, T. (2023). Mindfulness-based and mindfulness-informed interventions at the workplace: a systematic review and meta-regression analysis of RCTs. Mindfulness, 14(6), 1271-1304. doi:10.1007/s12671-023-02130-7
Bartlett, L., Martin, A., Neil, A. L., Memish, K., Otahal, P., Kilpatrick, M., Sanderson, K. (2019). A systematic review and meta-analysis of workplace mindfulness training randomized controlled trials. Journal of Occupational Health Psychology, 24(1), 108-126. doi:10.1037/ocp0000146
Terapia de aceitação e compromisso
O que o Kalisme retém: agir de acordo com os próprios valores, com os próprios medos.
O que a pesquisa diz: no trabalho, efeitos modestos, medidos sobretudo entre profissionais de saúde; os resultados menos consistentes dizem respeito justamente aos valores e à ação comprometida.
Prudenzi, A., Graham, C. D., Clancy, F., Hill, D., O’Driscoll, R., Day, F., O’Connor, D. B. (2021). Group-based acceptance and commitment therapy interventions for improving general distress and work-related distress in healthcare professionals: a systematic review and meta-analysis. Journal of Affective Disorders, 295, 192-202. doi:10.1016/j.jad.2021.07.084
Rad, Y., Prudenzi, A., Zernerova, L., Gerson, J., Flaxman, P. E. (2025). Effects of workplace acceptance and commitment therapy (ACT) programs on psychological flexibility’s subprocesses: a systematic review. Journal of Contextual Behavioral Science, 37, 100915. doi:10.1016/j.jcbs.2025.100915
Contraponto: Öst, L.-G. (2014). The efficacy of Acceptance and Commitment Therapy: an updated systematic review and meta-analysis. Behaviour Research and Therapy, 61, 105-121. doi:10.1016/j.brat.2014.07.018
Autocompaixão
O que o Kalisme retém: tratar a si mesmo com a gentileza que se ofereceria a um amigo.
O que a pesquisa diz: resultados promissores (27 ensaios randomizados em Ferrari et al.); no trabalho, apenas 10 estudos, todos com pessoas que exercem uma profissão de cuidado.
Ferrari, M., Hunt, C., Harrysunker, A., Abbott, M. J., Beath, A. P., Einstein, D. A. (2019). Self-compassion interventions and psychosocial outcomes: a meta-analysis of RCTs. Mindfulness, 10(8), 1455-1473. doi:10.1007/s12671-019-01134-6
Kotera, Y., Van Gordon, W. (2021). Effects of self-compassion training on work-related well-being: a systematic review. Frontiers in Psychology, 12, 630798. doi:10.3389/fpsyg.2021.630798
Psicologia positiva
O que o Kalisme retém: cultivar o que ajuda a seguir em frente, não apenas consertar.
O que a pesquisa diz: efeitos pequenos a moderados, bem menores depois de corrigido o viés dos estudos pequenos (White et al.).
Bolier, L., Haverman, M., Westerhof, G. J., Riper, H., Smit, F., Bohlmeijer, E. (2013). Positive psychology interventions: a meta-analysis of randomized controlled studies. BMC Public Health, 13, 119. doi:10.1186/1471-2458-13-119
Carr, A., et al. (2021). Effectiveness of positive psychology interventions: a systematic review and meta-analysis. The Journal of Positive Psychology, 16(6), 749-769. doi:10.1080/17439760.2020.1818807
No trabalho: Donaldson, S. I., Lee, J. Y., Donaldson, S. I. (2019). Evaluating positive psychology interventions at work: a systematic review and meta-analysis. International Journal of Applied Positive Psychology, 4(3), 113-134. doi:10.1007/s41042-019-00021-8
Contraponto: White, C. A., Uttl, B., Holder, M. D. (2019). Meta-analyses of positive psychology interventions: the effects are much smaller than previously reported. PLOS ONE, 14(5), e0216588. doi:10.1371/journal.pone.0216588
Inspirações
Carl Rogers
A consideração positiva incondicional, na tradição humanista. As metanálises tratam da relação entre um terapeuta e a pessoa que ele acompanha, não de um aplicativo.
Rogers, C. R. (1957). The necessary and sufficient conditions of therapeutic personality change. Journal of Consulting Psychology, 21(2), 95-103. doi:10.1037/h0045357
Elliott, R., Bohart, A. C., Watson, J. C., Murphy, D. (2018). Therapist empathy and client outcome: an updated meta-analysis. Psychotherapy, 55(4), 399-410. doi:10.1037/pst0000175
Farber, B. A., Suzuki, J. Y., Lynch, D. A. (2018). Positive regard and psychotherapy outcome: a meta-analytic review. Psychotherapy, 55(4), 411-423. doi:10.1037/pst0000171
Os estoicos
Epicteto e Marco Aurélio: distinguir o que depende de nós do que não depende (Epicteto, Manual, 1). Uma filosofia, não um resultado de pesquisa.
Epicteto, Discourses and Selected Writings, Penguin Classics, 2008 (o Manual, § 1, traz a divisão entre o que depende de nós e o que não depende). ISBN 9780140449464
Marco Aurélio, Meditations, Penguin Classics, 2006 (especialmente 6.41, 6.52, 8.47). ISBN 9780140449334
Aristóteles
A felicidade como modo de viver, e não como soma de prazeres (Ética a Nicômaco, livro I). Para ele, essa felicidade se cultiva pela virtude. O Kalisme se afasta disso: sustenta que a felicidade não precisa ser merecida. A psicologia do bem-estar retomou essa distinção (Ryan e Deci).
Aristóteles, The Nicomachean Ethics, trad. de David Ross, revisada por Lesley Brown, Oxford World’s Classics, Oxford University Press, 2009. ISBN 9780199213610
Aristóteles, Nicomachean Ethics, trad. de Terence Irwin, 2ª ed., Hackett Publishing, 1999. ISBN 9780872204645
Ryan, R. M., Deci, E. L. (2001). On happiness and human potentials: a review of research on hedonic and eudaimonic well-being. Annual Review of Psychology, 52, 141-166. doi:10.1146/annurev.psych.52.1.141
Ressonâncias
Eckhart Tolle, Don Miguel Ruiz, Brené Brown e Marshall Rosenberg são citados nos livros, assim como os grupos de ajuda mútua do tipo Al-Anon. As obras deles foram importantes para o autor, Hakan Kaynar. Elas não se baseiam em ensaios controlados (os trabalhos de Brené Brown, pesquisadora, apoiam-se em entrevistas), e não as apresentamos como fundamentos.
As 13 permissões
Cada permissão é desenvolvida em um dos 13 livros do Kalisme. Nenhuma delas, tal como está, é objeto de pesquisa: cada uma reúne elementos estudados, inspirações e às vezes ressonâncias, e essa combinação é uma hipótese do Kalisme, cujo efeito ainda não foi avaliado.
Abra uma linha para ver cada filiação, suas referências com o DOI, e o que a pesquisa não cobre.
1. Você pode ser feliz sem ter merecido.Estudado: Psicologia positiva (Seligman, Fredrickson), autocompaixão (Neff)Inspirações: AristótelesRessonâncias: Eckhart TolleHipótese do Kalisme
InspiraçãoAristóteles · a eudaimonia, a felicidade como modo de viver, atividade conforme à virtude
Aristote, The Nicomachean Ethics, trad. David Ross, révisée par Lesley Brown, Oxford World’s Classics, Oxford University Press, 2009. ISBN 9780199213610
Aristote, Nicomachean Ethics, trad. Terence Irwin, 2e éd., Hackett Publishing, 1999. ISBN 9780872204645
Ryan, R. M., Deci, E. L. (2001). On happiness and human potentials: a review of research on hedonic and eudaimonic well-being. Annual Review of Psychology, 52, 141-166. doi:10.1146/annurev.psych.52.1.141
EstudadoMartin Seligman · psicologia positiva e intervenções de bem-estar
Seligman, M. E. P., Csikszentmihalyi, M. (2000). Positive psychology: an introduction. American Psychologist, 55(1), 5-14. doi:10.1037/0003-066X.55.1.5
Sin, N. L., Lyubomirsky, S. (2009). Enhancing well-being and alleviating depressive symptoms with positive psychology interventions: a practice-friendly meta-analysis. Journal of Clinical Psychology, 65(5), 467-487. doi:10.1002/jclp.20593
Bolier, L., Haverman, M., Westerhof, G. J., Riper, H., Smit, F., Bohlmeijer, E. (2013). Positive psychology interventions: a meta-analysis of randomized controlled studies. BMC Public Health, 13, 119. doi:10.1186/1471-2458-13-119
Carr, A. et al. (2021). Effectiveness of positive psychology interventions: a systematic review and meta-analysis. The Journal of Positive Psychology, 16(6), 749-769. doi:10.1080/17439760.2020.1818807
White, C. A., Uttl, B., Holder, M. D. (2019). Meta-analyses of positive psychology interventions: the effects are much smaller than previously reported. PLOS ONE, 14(5), e0216588. doi:10.1371/journal.pone.0216588
EstudadoBarbara Fredrickson · teoria ampliar-e-construir das emoções positivas
Fredrickson, B. L. (2001). The role of positive emotions in positive psychology: the broaden-and-build theory of positive emotions. American Psychologist, 56(3), 218-226. doi:10.1037/0003-066X.56.3.218
Fredrickson, B. L., Cohn, M. A., Coffey, K. A., Pek, J., Finkel, S. M. (2008). Open hearts build lives: positive emotions, induced through loving-kindness meditation, build consequential personal resources. Journal of Personality and Social Psychology, 95(5), 1045-1062. doi:10.1037/a0013262
Zeng, X., Chiu, C. P., Wang, R., Oei, T. P., Leung, F. Y. (2015). The effect of loving-kindness meditation on positive emotions: a meta-analytic review. Frontiers in Psychology, 6, 1693. doi:10.3389/fpsyg.2015.01693
Brown, N. J. L., Sokal, A. D., Friedman, H. L. (2013). The complex dynamics of wishful thinking: the critical positivity ratio. American Psychologist, 68(9), 801-813. doi:10.1037/a0032850
Fredrickson, B. L. (2013). Updated thinking on positivity ratios. American Psychologist, 68(9), 814-822. doi:10.1037/a0033584
Correction to Fredrickson and Losada (2005), “Positive affect and the complex dynamics of human flourishing”. American Psychologist, 68(9), 822 (2013). doi:10.1037/a0034435
Brown, N. J. L., MacDonald, D. A., Samanta, M. P., Friedman, H. L., Coyne, J. C. (2014). A critical reanalysis of the relationship between genomics and well-being. PNAS, 111(35), 12705-12709. doi:10.1073/pnas.1407057111
Brown, N. J. L. et al. (2016). More questions than answers: continued critical reanalysis of Fredrickson et al.’s studies of genomics and well-being. PLOS ONE, 11(6), e0156415. doi:10.1371/journal.pone.0156415
Kok, B. E. et al. (2013). How positive emotions build physical health: perceived positive social connections account for the upward spiral between positive emotions and vagal tone. Psychological Science, 24(7), 1123-1132. doi:10.1177/0956797612470827
Heathers, J. A. J., Brown, N. J. L., Coyne, J. C., Friedman, H. L. (2015). The elusory upward spiral: a reanalysis of Kok et al. (2013). Psychological Science, 26(7), 1140-1143. doi:10.1177/0956797615572908
RessonânciaEckhart Tolle · a presença no momento presente
Tolle, E., The Power of Now: A Guide to Spiritual Enlightenment, Namaste / New World Library, éd. 2004 (original 1997). ISBN 9781577314806
Killingsworth, M. A., Gilbert, D. T. (2010). A wandering mind is an unhappy mind. Science, 330(6006), 932. doi:10.1126/science.1192439
Goyal, M. et al. (2014). Meditation programs for psychological stress and well-being: a systematic review and meta-analysis. JAMA Internal Medicine, 174(3), 357-368. doi:10.1001/jamainternmed.2013.13018
Van Dam, N. T. et al. (2018). Mind the hype: a critical evaluation and prescriptive agenda for research on mindfulness and meditation. Perspectives on Psychological Science, 13(1), 36-61. doi:10.1177/1745691617709589
EstudadoKristin Neff · autocompaixão: a gentileza consigo mesmo diante do fracasso e do sofrimento
Neff, K. D. (2003). Self-compassion: an alternative conceptualization of a healthy attitude toward oneself. Self and Identity, 2(2), 85-101. doi:10.1080/15298860309032
Neff, K. D. (2003). The development and validation of a scale to measure self-compassion. Self and Identity, 2(3), 223-250. doi:10.1080/15298860309027
Neff, K. D., Vonk, R. (2009). Self-compassion versus global self-esteem: two different ways of relating to oneself. Journal of Personality, 77(1), 23-50. doi:10.1111/j.1467-6494.2008.00537.x
Neff, K. D. (2011). Self-compassion, self-esteem, and well-being. Social and Personality Psychology Compass, 5(1), 1-12. doi:10.1111/j.1751-9004.2010.00330.x
Zessin, U., Dickhäuser, O., Garbade, S. (2015). The relationship between self-compassion and well-being: a meta-analysis. Applied Psychology: Health and Well-Being, 7(3), 340-364. doi:10.1111/aphw.12051
Ferrari, M., Hunt, C., Harrysunker, A., Abbott, M. J., Beath, A. P., Einstein, D. A. (2019). Self-compassion interventions and psychosocial outcomes: a meta-analysis of RCTs. Mindfulness, 10(8), 1455-1473. doi:10.1007/s12671-019-01134-6
MacBeth, A., Gumley, A. (2012). Exploring compassion: a meta-analysis of the association between self-compassion and psychopathology. Clinical Psychology Review, 32(6), 545-552. doi:10.1016/j.cpr.2012.06.003
Muris, P., Petrocchi, N. (2017). Protection or vulnerability? A meta-analysis of the relations between the positive and negative components of self-compassion and psychopathology. Clinical Psychology and Psychotherapy, 24(2), 373-383. doi:10.1002/cpp.2005
Neff, K. D. (2011). Self-Compassion: Stop Beating Yourself Up and Leave Insecurity Behind. William Morrow. ISBN 9780061733512
O que a pesquisa não cobre
Nenhuma pesquisa citada testa a ideia central: dar-se permissão para ser feliz sem condição de mérito aumenta o bem-estar? A dignidade incondicional que “se reconhece” é uma tese filosófica, não avaliada. Que os micromomentos de alegria construam recursos profundos se apoia em um ensaio central (139 pessoas) e em trabalhos reanalisados de forma crítica. A metanálise sobre a meditação da bondade amorosa cobre apenas o primeiro elo (mais emoções positivas), não a construção de recursos. A relação entre a presença no sentido de Tolle e uma felicidade sem condição não foi testada como tal: a pesquisa sobre atenção plena mede outra coisa, com efeitos modestos. A relação entre autocompaixão e bem-estar é sobretudo correlacional.
2. Você pode não se parecer com ninguém.Estudado: Comparação social (Festinger), redes sociais e autoimagemRessonâncias: Brené BrownHipótese do Kalisme
EstudadoLeon Festinger · teoria da comparação social
Festinger, L. (1954). A theory of social comparison processes. Human Relations, 7(2), 117-140. doi:10.1177/001872675400700202
Gerber, J. P., Wheeler, L., & Suls, J. (2018). A social comparison theory meta-analysis 60+ years on. Psychological Bulletin, 144(2), 177-197. doi:10.1037/bul0000127
EstudadoPesquisa sobre redes sociais · comparação on-line e autoimagem
McComb, C. A., Vanman, E. J., & Tobin, S. J. (2023). A meta-analysis of the effects of social media exposure to upward comparison targets on self-evaluations and emotions. Media Psychology, 26(5), 612-635. doi:10.1080/15213269.2023.2180647
Saiphoo, A. N., Dahoah Halevi, L., & Vahedi, Z. (2020). Social networking site use and self-esteem: A meta-analytic review. Personality and Individual Differences, 153, 109639. doi:10.1016/j.paid.2019.109639
Appel, M., Marker, C., & Gnambs, T. (2020). Are social media ruining our lives? A review of meta-analytic evidence. Review of General Psychology, 24(1), 60-74. doi:10.1177/1089268019880891
Valkenburg, P. M., Meier, A., & Beyens, I. (2022). Social media use and its impact on adolescent mental health: An umbrella review of the evidence. Current Opinion in Psychology, 44, 58-68. doi:10.1016/j.copsyc.2021.08.017
Orben, A., & Przybylski, A. K. (2019). The association between adolescent well-being and digital technology use. Nature Human Behaviour, 3(2), 173-182. doi:10.1038/s41562-018-0506-1
Vogel, E. A., Rose, J. P., Roberts, L. R., & Eckles, K. (2014). Social comparison, social media, and self-esteem. Psychology of Popular Media Culture, 3(4), 206-222. doi:10.1037/ppm0000047
Verduyn, P., Gugushvili, N., Massar, K., Täht, K., & Kross, E. (2020). Social comparison on social networking sites. Current Opinion in Psychology, 36, 32-37. doi:10.1016/j.copsyc.2020.04.002
Holland, G., & Tiggemann, M. (2016). A systematic review of the impact of the use of social networking sites on body image and disordered eating outcomes. Body Image, 17, 100-110. doi:10.1016/j.bodyim.2016.02.008
RessonânciaBrené Brown · autenticidade e vulnerabilidade
Brown, B. (2010). The Gifts of Imperfection: Let Go of Who You Think You’re Supposed to Be and Embrace Who You Are. Center City, MN: Hazelden. ISBN 9781592858491
Brown, B. (2012). Daring Greatly: How the Courage to Be Vulnerable Transforms the Way We Live, Love, Parent, and Lead. New York: Gotham Books. ISBN 9781592407330
Brown, B. (2006). Shame resilience theory: A grounded theory study on women and shame. Families in Society, 87(1), 43-52. doi:10.1606/1044-3894.3483
Sutton, A. (2020). Living the good life: A meta-analysis of authenticity, well-being and engagement. Personality and Individual Differences, 153, 109645. doi:10.1016/j.paid.2019.109645
O que a pesquisa não cobre
Ela não cobre o cerne da permissão: que libertar-se dos modelos e assumir a própria singularidade seja possível, duradouro e benéfico. A pesquisa sobre autenticidade mede o fato de ser fiel a si mesmo, não o de se distinguir dos outros; ela é correlacional, com uma relação que varia conforme as culturas. A pesquisa sobre redes sociais mostra efeitos de comparação reais, mas modestos, estabelecidos sobretudo a curto prazo em laboratório; sua duração e seu peso na vida cotidiana continuam pouco conhecidos. Nenhum estudo testa a passagem de “eu me comparo” para “eu deixo de me comparar”.
3. Você pode retomar sua atenção.Estudado: Custo da troca de tarefa, atenção plena, gratidãoInspirações: William James, Herbert SimonHipótese do Kalisme
InspiraçãoWilliam James · a atenção como seleção do que se torna a nossa experiência
Nenhuma referência retida nesta página: texto clássico ou documento sem DOI nem ISBN.
InspiraçãoHerbert Simon · a abundância de informação cria escassez de atenção
Simon, H. A. (1971). Designing organizations for an information-rich world. Dans M. Greenberger (dir.), Computers, Communications, and the Public Interest (p. 37-72). Baltimore: Johns Hopkins Press. ISBN 080181135X
EstudadoPesquisa cognitiva sobre a troca de tarefa · custo da troca de tarefa e da multitarefa
Koch, I., Poljac, E., Müller, H., et Kiesel, A. (2018). Cognitive structure, flexibility, and plasticity in human multitasking: An integrative review of dual-task and task-switching research. Psychological Bulletin, 144(6), 557-583. doi:10.1037/bul0000144
Kiesel, A., Steinhauser, M., Wendt, M., et al. (2010). Control and interference in task switching, a review. Psychological Bulletin, 136(5), 849-874. doi:10.1037/a0019842
Rubinstein, J. S., Meyer, D. E., et Evans, J. E. (2001). Executive control of cognitive processes in task switching. Journal of Experimental Psychology: Human Perception and Performance, 27(4), 763-797. doi:10.1037/0096-1523.27.4.763
Pashler, H. (1994). Dual-task interference in simple tasks: Data and theory. Psychological Bulletin, 116(2), 220-244. doi:10.1037/0033-2909.116.2.220
Schumacher, E. H., et al. (2001). Virtually perfect time sharing in dual-task performance: Uncorking the central cognitive bottleneck. Psychological Science, 12(2), 101-108. doi:10.1111/1467-9280.00318
Watson, J. M., et Strayer, D. L. (2010). Supertaskers: Profiles in extraordinary multitasking ability. Psychonomic Bulletin & Review, 17(4), 479-485. doi:10.3758/PBR.17.4.479
Wiradhany, W., et Nieuwenstein, M. R. (2017). Cognitive control in media multitaskers: Two replication studies and a meta-analysis. Attention, Perception, & Psychophysics, 79(8), 2620-2641. doi:10.3758/s13414-017-1408-4
Uncapher, M. R., et Wagner, A. D. (2018). Minds and brains of media multitaskers: Current findings and future directions. PNAS, 115(40), 9889-9896. doi:10.1073/pnas.1611612115
Ophir, E., Nass, C., et Wagner, A. D. (2009). Cognitive control in media multitaskers. PNAS, 106(37), 15583-15587. doi:10.1073/pnas.0903620106
EstudadoJon Kabat-Zinn (MBSR) · a atenção plena como treino da atenção
Kabat-Zinn, J. (1982). An outpatient program in behavioral medicine for chronic pain patients based on the practice of mindfulness meditation: Theoretical considerations and preliminary results. General Hospital Psychiatry, 4(1), 33-47. doi:10.1016/0163-8343(82)90026-3
Kabat-Zinn, J. (1990). Full Catastrophe Living. New York: Delacorte Press. ISBN 0385298978
Cásedas, L., Pirruccio, V., Vadillo, M. A., et Lupiáñez, J. (2020). Does mindfulness meditation training enhance executive control? A systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials in adults. Mindfulness, 11(2), 411-424. doi:10.1007/s12671-019-01279-4
Sumantry, D., et Stewart, K. E. (2021). Meditation, mindfulness, and attention: a meta-analysis. Mindfulness, 12(6), 1332-1349. doi:10.1007/s12671-021-01593-w
Goyal, M., Singh, S., Sibinga, E. M., et al. (2014). Meditation programs for psychological stress and well-being: a systematic review and meta-analysis. JAMA Internal Medicine, 174(3), 357-368. doi:10.1001/jamainternmed.2013.13018
Chiesa, A., Calati, R., et Serretti, A. (2011). Does mindfulness training improve cognitive abilities? A systematic review of neuropsychological findings. Clinical Psychology Review, 31(3), 449-464. doi:10.1016/j.cpr.2010.11.003
Van Dam, N. T., van Vugt, M. K., Vago, D. R., et al. (2018). Mind the hype: A critical evaluation and prescriptive agenda for research on mindfulness and meditation. Perspectives on Psychological Science, 13(1), 36-61. doi:10.1177/1745691617709589
EstudadoIntervenções de gratidão (Emmons, Seligman) · exercícios de gratidão em psicologia positiva
Davis, D. E., Choe, E., Meyers, J., et al. (2016). Thankful for the little things: A meta-analysis of gratitude interventions. Journal of Counseling Psychology, 63(1), 20-31. doi:10.1037/cou0000107
Cregg, D. R., et Cheavens, J. S. (2021). Gratitude interventions: Effective self-help? A meta-analysis of the impact on symptoms of depression and anxiety. Journal of Happiness Studies, 22(1), 413-445. doi:10.1007/s10902-020-00236-6
Mongrain, M., et Anselmo-Matthews, T. (2012). Do positive psychology exercises work? A replication of Seligman et al. (2005). Journal of Clinical Psychology, 68(4), 382-389. doi:10.1002/jclp.21839
Seligman, M. E. P., Steen, T. A., Park, N., et Peterson, C. (2005). Positive psychology progress: Empirical validation of interventions. American Psychologist, 60(5), 410-421. doi:10.1037/0003-066X.60.5.410
Emmons, R. A., et McCullough, M. E. (2003). Counting blessings versus burdens: An experimental investigation of gratitude and subjective well-being in daily life. Journal of Personality and Social Psychology, 84(2), 377-389. doi:10.1037/0022-3514.84.2.377
Wood, A. M., Froh, J. J., et Geraghty, A. W. A. (2010). Gratitude and well-being: A review and theoretical integration. Clinical Psychology Review, 30(7), 890-905. doi:10.1016/j.cpr.2010.03.005
Dickens, L. R. (2017). Using gratitude to promote positive change: A series of meta-analyses investigating the effectiveness of gratitude interventions. Basic and Applied Social Psychology, 39(4), 193-208. doi:10.1080/01973533.2017.1323638
O que a pesquisa não cobre
Nenhum dos estudos citados testa que “retomar a própria atenção” seja um gesto que se escolhe e se mantém na vida comum. O custo da multitarefa é medido em tarefas de laboratório, e o treino o reduz em algumas pessoas. Os efeitos da atenção plena sobre a atenção existem, mas são pequenos e heterogêneos, e são mais fracos diante de um grupo de controle ativo. Nada mostra que a gratidão atue pela orientação da atenção: essa é uma leitura do livro. A relação entre uso intensivo de mídias e distratibilidade é fraca ou não foi replicada. Os efeitos duradouros fora do laboratório não estão estabelecidos.
4. Você pode parar antes de chegar ao limite.Estudado: Burnout (Maslach), sono, rede de modo padrãoInspirações: Tradições contemplativasHipótese do Kalisme
EstudadoChristina Maslach · o burnout, síndrome ligada ao trabalho, e suas causas organizacionais
Maslach C., Schaufeli W. B., Leiter M. P., 2001, Job burnout, Annual Review of Psychology, 52, 397-422. doi:10.1146/annurev.psych.52.1.397
Maslach C., Jackson S. E., 1981, The measurement of experienced burnout, Journal of Organizational Behavior, 2(2), 99-113. doi:10.1002/job.4030020205
Maslach C., Leiter M. P., 2016, Understanding the burnout experience: recent research and its implications for psychiatry, World Psychiatry, 15(2), 103-111. doi:10.1002/wps.20311
Maslach C., Leiter M. P., 1997, The Truth About Burnout: How Organizations Cause Personal Stress and What to Do About It, Jossey-Bass. ISBN 0787908746
Bianchi R., Schonfeld I. S., Laurent E., 2015, Burnout-depression overlap: A review, Clinical Psychology Review, 36, 28-41. doi:10.1016/j.cpr.2015.01.004
Meier S. T., Kim S., 2022, Meta-regression analyses of relationships between burnout and depression with sampling and measurement methodological moderators, Journal of Occupational Health Psychology, 27(2), 195-206. doi:10.1037/ocp0000273
EstudadoCiência do sono, incluindo Matthew Walker · função do sono, efeitos da privação de sono
Watson N. F. et al., 2015, Recommended Amount of Sleep for a Healthy Adult: A Joint Consensus Statement of the American Academy of Sleep Medicine and Sleep Research Society, SLEEP, 38(6), 843-844. doi:10.5665/sleep.4716
Hirshkowitz M. et al., 2015, National Sleep Foundation’s sleep time duration recommendations: methodology and results summary, Sleep Health, 1(1), 40-43. doi:10.1016/j.sleh.2014.12.010
Walker M., 2017, Why We Sleep: Unlocking the Power of Sleep and Dreams, Scribner. ISBN 9781501144318
Yetish G. et al., 2015, Natural Sleep and Its Seasonal Variations in Three Pre-industrial Societies, Current Biology, 25(21), 2862-2868. doi:10.1016/j.cub.2015.09.046
EstudadoRede de modo padrão (Raichle, Buckner) · atividade do cérebro em repouso, divagação mental, incubação
Raichle M. E. et al., 2001, A default mode of brain function, Proceedings of the National Academy of Sciences, 98(2), 676-682. doi:10.1073/pnas.98.2.676
Buckner R. L., Andrews-Hanna J. R., Schacter D. L., 2008, The Brain’s Default Network: Anatomy, Function, and Relevance to Disease, Annals of the New York Academy of Sciences, 1124, 1-38. doi:10.1196/annals.1440.011
Smallwood J., Schooler J. W., 2015, The Science of Mind Wandering: Empirically Navigating the Stream of Consciousness, Annual Review of Psychology, 66, 487-518. doi:10.1146/annurev-psych-010814-015331
Sio U. N., Ormerod T. C., 2009, Does incubation enhance problem solving? A meta-analytic review, Psychological Bulletin, 135(1), 94-120. doi:10.1037/a0014212
Baird B. et al., 2012, Inspired by Distraction: Mind Wandering Facilitates Creative Incubation, Psychological Science, 23(10), 1117-1122. doi:10.1177/0956797612446024
Murray S., Liang N., Brosowsky N., Seli P., 2024, What Are the Benefits of Mind Wandering to Creativity?, Psychology of Aesthetics, Creativity, and the Arts, 18(3), 403-416. doi:10.1037/aca0000420
Steindorf L., Hammerton H. A., Rummel J., 2021, Mind wandering outside the box: About the role of off-task thoughts and their assessment during creative incubation, Psychology of Aesthetics, Creativity, and the Arts, 15(4), 584-595. doi:10.1037/aca0000373
Beaty R. E. et al., 2018, Robust prediction of individual creative ability from brain functional connectivity, Proceedings of the National Academy of Sciences, 115(5), 1087-1092. doi:10.1073/pnas.1713532115
Killingsworth M. A., Gilbert D. T., 2010, A Wandering Mind Is an Unhappy Mind, Science, 330(6006), 932. doi:10.1126/science.1192439
InspiraçãoTradições contemplativas · lentidão e atenção plena
Goyal M. et al., 2014, Meditation Programs for Psychological Stress and Well-being: A Systematic Review and Meta-analysis, JAMA Internal Medicine, 174(3), 357-368. doi:10.1001/jamainternmed.2013.13018
Van Dam N. T. et al., 2018 (en ligne 2017), Mind the Hype: A Critical Evaluation and Prescriptive Agenda for Research on Mindfulness and Meditation, Perspectives on Psychological Science, 13(1), 36-61. doi:10.1177/1745691617709589
O que a pesquisa não cobre
Nenhum estudo testa a tese de conjunto: que uma reeducação para a lentidão, um “vazio criativo” e um sono protegido, tomados juntos, previnam o esgotamento. Maslach e Leiter (2016) observam eles mesmos a escassez de pesquisa avaliativa sobre as intervenções que tratam ou previnem o burnout: “parar antes de chegar ao limite” não é, portanto, um resultado estabelecido. Maslach descreve o burnout e suas causas organizacionais; ela não estuda a glorificação cultural do esgotamento. A pesquisa sobre a rede de modo padrão descreve uma atividade cerebral em repouso; ela não demonstra que a inação produz criatividade, e os estudos de incubação favorecem mais uma tarefa fácil do que o repouso. A pesquisa sobre atenção plena trata de programas estruturados, não da lentidão do cotidiano. As páginas sobre o sono sabotado (mecanismos precisos, números de Walker) não são cobertas pelas sínteses retidas aqui.
5. Você pode deixar de provar seu valor.Estudado: Autocompaixão (Neff), perfeccionismoInspirações: Carl RogersHipótese do Kalisme
EstudadoKristin Neff · autocompaixão
Neff, K. D. (2003). Self-compassion: An alternative conceptualization of a healthy attitude toward oneself. Self and Identity, 2(2), 85-101. doi:10.1080/15298860309032
Neff, K. D. (2003). The development and validation of a scale to measure self-compassion. Self and Identity, 2(3), 223-250. doi:10.1080/15298860309027
MacBeth, A., & Gumley, A. (2012). Exploring compassion: A meta-analysis of the association between self-compassion and psychopathology. Clinical Psychology Review, 32(6), 545-552. doi:10.1016/j.cpr.2012.06.003
Zessin, U., Dickhäuser, O., & Garbade, S. (2015). The relationship between self-compassion and well-being: A meta-analysis. Applied Psychology: Health and Well-Being, 7(3), 340-364. doi:10.1111/aphw.12051
Ferrari, M., Hunt, C., Harrysunker, A., Abbott, M. J., Beath, A. P., & Einstein, D. A. (2019). Self-compassion interventions and psychosocial outcomes: A meta-analysis of RCTs. Mindfulness, 10(8), 1455-1473. doi:10.1007/s12671-019-01134-6
Neff, K. D., & Vonk, R. (2009). Self-compassion versus global self-esteem: Two different ways of relating to oneself. Journal of Personality, 77(1), 23-50. doi:10.1111/j.1467-6494.2008.00537.x
Crocker, J., & Wolfe, C. T. (2001). Contingencies of self-worth. Psychological Review, 108(3), 593-623. doi:10.1037/0033-295X.108.3.593
Crocker, J., & Park, L. E. (2004). The costly pursuit of self-esteem. Psychological Bulletin, 130(3), 392-414. doi:10.1037/0033-2909.130.3.392
Neff, K. D. (2023). Self-compassion: Theory, method, research, and intervention. Annual Review of Psychology, 74, 193-218. doi:10.1146/annurev-psych-032420-031047
Muris, P., & Petrocchi, N. (2017). Protection or vulnerability? A meta-analysis of the relations between the positive and negative components of self-compassion and psychopathology. Clinical Psychology & Psychotherapy, 24(2), 373-383. doi:10.1002/cpp.2005
Muris, P., & Otgaar, H. (2020). The process of science: A critical evaluation of more than 15 years of research on self-compassion with the Self-Compassion Scale. Mindfulness, 11, 1469-1482. doi:10.1007/s12671-020-01363-0
InspiraçãoCarl Rogers, ampliado pela teoria da autodeterminação (Assor, Roth, Deci) · consideração positiva incondicional e condições de valor
Rogers, C. R. (1957). The necessary and sufficient conditions of therapeutic personality change. Journal of Consulting Psychology, 21(2), 95-103. doi:10.1037/h0045357
Rogers, C. R. (1961). On Becoming a Person: A Therapist’s View of Psychotherapy. Boston: Houghton Mifflin (réédition 1995). ISBN 9780395755310
Farber, B. A., Suzuki, J. Y., & Lynch, D. A. (2018). Positive regard and psychotherapy outcome: A meta-analytic review. Psychotherapy, 55(4), 411-423. doi:10.1037/pst0000171
Assor, A., Roth, G., & Deci, E. L. (2004). The emotional costs of parents’ conditional regard: A self-determination theory analysis. Journal of Personality, 72(1), 47-88. doi:10.1111/j.0022-3506.2004.00256.x
Roth, G., Assor, A., Niemiec, C. P., Deci, E. L., & Ryan, R. M. (2009). The emotional and academic consequences of parental conditional regard: Comparing conditional positive regard, conditional negative regard, and autonomy support as parenting practices. Developmental Psychology, 45(4), 1119-1142. doi:10.1037/a0015272
EstudadoPesquisa sobre perfeccionismo (Hewitt e Flett, Stoeber, Hill e Curran, entre outros) · perfeccionismo, vergonha e esgotamento
Hewitt, P. L., & Flett, G. L. (1991). Perfectionism in the self and social contexts: Conceptualization, assessment, and association with psychopathology. Journal of Personality and Social Psychology, 60(3), 456-470. doi:10.1037/0022-3514.60.3.456
Hewitt, P. L., Flett, G. L., Sherry, S. B., Habke, M., Parkin, M., Lam, R. W., McMurtry, B., Ediger, E., Fairlie, P., & Stein, M. B. (2003). The interpersonal expression of perfection: Perfectionistic self-presentation and psychological distress. Journal of Personality and Social Psychology, 84(6), 1303-1325. doi:10.1037/0022-3514.84.6.1303
Stoeber, J., & Otto, K. (2006). Positive conceptions of perfectionism: Approaches, evidence, challenges. Personality and Social Psychology Review, 10(4), 295-319. doi:10.1207/s15327957pspr1004_2
Hill, A. P., & Curran, T. (2016). Multidimensional perfectionism and burnout: A meta-analysis. Personality and Social Psychology Review, 20(3), 269-288. doi:10.1177/1088868315596286
Limburg, K., Watson, H. J., Hagger, M. S., & Egan, S. J. (2017). The relationship between perfectionism and psychopathology: A meta-analysis. Journal of Clinical Psychology, 73(10), 1301-1326. doi:10.1002/jclp.22435
Harari, D., Swider, B. W., Steed, L. B., & Breidenthal, A. P. (2018). Is perfect good? A meta-analysis of perfectionism in the workplace. Journal of Applied Psychology, 103(10), 1121-1144. doi:10.1037/apl0000324
Bellam, A., & Curran, T. (2025). Perfectionism and work performance: A meta-analysis. Journal of Occupational and Organizational Psychology, 98(3). doi:10.1111/joop.70050
Fedewa, B. A., Burns, L. R., & Gomez, A. A. (2005). Positive and negative perfectionism and the shame/guilt distinction: Adaptive and maladaptive characteristics. Personality and Individual Differences, 38(7), 1609-1619. doi:10.1016/j.paid.2004.09.026
Stoeber, J., Harris, R. A., & Moon, P. S. (2007). Perfectionism and the experience of pride, shame, and guilt: Comparing healthy perfectionists, unhealthy perfectionists, and non-perfectionists. Personality and Individual Differences, 43(1), 131-141. doi:10.1016/j.paid.2006.11.012
Tangney, J. P. (2002). Perfectionism and the self-conscious emotions: Shame, guilt, embarrassment, and pride. In G. L. Flett & P. L. Hewitt (dir.), Perfectionism: Theory, research, and treatment (p. 199-215). American Psychological Association. doi:10.1037/10458-008
O que a pesquisa não cobre
Nenhum estudo mostra que o perfeccionismo seja uma estratégia para evitar a vergonha: as relações publicadas são correlações, e só valem para as preocupações perfeccionistas. Já os esforços perfeccionistas andam junto com mais orgulho, menos vergonha e um pequeno ganho de desempenho. A cadeia do livro (criança amada sob condição, adulto que se prova sem fim, perfeccionismo, vergonha, depois autocompaixão que repara) não foi testada como um todo. Os estudos sobre afeto condicional se baseiam em lembranças e declarações de estudantes e adolescentes. Por fim, a autocompaixão anda junto com um sentimento de valor mais estável que a autoestima (Neff e Vonk, 2009), o que não equivale a mostrar que a autoestima condicional desmorona.
6. Você pode escolher quem te cerca.Estudado: Relações abusivas, terapia de aceitação e compromissoInspirações: SchopenhauerRessonâncias: Marshall B. RosenbergHipótese do Kalisme
EstudadoPesquisa sobre relações abusivas e violência psicológica · os marcadores da violência psicológica: depreciação, desvalorização, dominação, isolamento
Tolman, R. M. (1989). The development of a measure of psychological maltreatment of women by their male partners. Violence and Victims, 4(3), 159-177. doi:10.1891/0886-6708.4.3.159
Dokkedahl, S. B., Kirubakaran, R., Bech-Hansen, D., Kristensen, T. R., Elklit, A. (2022). The psychological subtype of intimate partner violence and its effect on mental health: a systematic review with meta-analyses. Systematic Reviews, 11, 163. doi:10.1186/s13643-022-02025-z
Dutton, M. A., Goodman, L. A. (2005). Coercion in intimate partner violence: toward a new conceptualization. Sex Roles, 52, 743-756. doi:10.1007/s11199-005-4196-6
Hirigoyen, M.-F. (1998). Le harcèlement moral: la violence perverse au quotidien. Syros. ISBN 2841465993
RessonânciaMarshall B. Rosenberg · comunicação não violenta
Rosenberg, M. B. (2003). Nonviolent Communication: A Language of Life (2nd ed.). PuddleDancer Press. ISBN 9781892005038
Wacker, R., Dziobek, I. (2018). Preventing empathic distress and social stressors at work through nonviolent communication training: a field study with health professionals. Journal of Occupational Health Psychology, 23(1), 141-150. doi:10.1037/ocp0000058
Museux, A.-C., Dumont, S., Careau, E., Milot, E. (2016). Improving interprofessional collaboration: the effect of training in nonviolent communication. Social Work in Health Care, 55(6), 427-439. doi:10.1080/00981389.2016.1164270
Adriani, P. A., Hino, P., Taminato, M., Okuno, M. F. P., Santos, O. V., Fernandes, H. (2024). Non-violent communication as a technology in interpersonal relationships in health work: a scoping review. BMC Health Services Research, 24, 289. doi:10.1186/s12913-024-10753-2
EstudadoTerapia de aceitação e compromisso (Steven C. Hayes) · a ação comprometida, alinhada aos próprios valores
Hayes, S. C., Luoma, J. B., Bond, F. W., Masuda, A., Lillis, J. (2006). Acceptance and commitment therapy: model, processes and outcomes. Behaviour Research and Therapy, 44(1), 1-25. doi:10.1016/j.brat.2005.06.006
Hayes, S. C., Strosahl, K. D., Wilson, K. G. (1999). Acceptance and Commitment Therapy: An Experiential Approach to Behavior Change. Guilford Press. ISBN 9781572304819
A-Tjak, J. G. L., Davis, M. L., Morina, N., Powers, M. B., Smits, J. A. J., Emmelkamp, P. M. G. (2015). A meta-analysis of the efficacy of acceptance and commitment therapy for clinically relevant mental and physical health problems. Psychotherapy and Psychosomatics, 84(1), 30-36. doi:10.1159/000365764
Gloster, A. T., Walder, N., Levin, M. E., Twohig, M. P., Karekla, M. (2020). The empirical status of acceptance and commitment therapy: a review of meta-analyses. Journal of Contextual Behavioral Science, 18, 181-192. doi:10.1016/j.jcbs.2020.09.009
Öst, L.-G. (2014). The efficacy of Acceptance and Commitment Therapy: an updated systematic review and meta-analysis. Behaviour Research and Therapy, 61, 105-121. doi:10.1016/j.brat.2014.07.018
Atkins, P. W. B., Ciarrochi, J., Gaudiano, B. A., et al. (2017). Departing from the essential features of a high quality systematic review of psychotherapy: a response to Öst (2014) and recommendations for improvement. Behaviour Research and Therapy, 97, 259-272. doi:10.1016/j.brat.2017.05.016
InspiraçãoArthur Schopenhauer · a parábola dos porcos-espinhos e a justa distância
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O que a pesquisa não cobre
Nenhum estudo encontrado testa o critério próprio do livro, a distinção entre uma relação que cansa e uma relação que faz mal. Nenhum testa tampouco o estabelecimento de um limite como intervenção, seja na comunicação não violenta, seja na terapia de aceitação e compromisso. A literatura sobre violência psicológica trata de relações abusivas, medidas por escalas criadas para a violência conjugal: ela não valida uma ferramenta de triagem para relações comuns. A comunicação não violenta conta apenas com alguns estudos pequenos, quase todos em contexto de saúde. A “toxicidade” não é um construto clínico estabelecido. A parábola de Schopenhauer não é objeto de pesquisa.
7. Você pode largar o que carrega.Estudado: Perdão (Worthington), ruminação (Nolen-Hoeksema), trauma (van der Kolk, EMDR)Hipótese do Kalisme
EstudadoEverett L. Worthington Jr. · psicologia do perdão
Exline, J. J., Worthington, E. L. Jr., Hill, P., McCullough, M. E. (2003). Forgiveness and justice: a research agenda for social and personality psychology. Personality and Social Psychology Review, 7(4), 337-348. doi:10.1207/S15327957PSPR0704_06
Worthington, E. L. Jr., Witvliet, C. V. O., Pietrini, P., Miller, A. J. (2007). Forgiveness, health, and well-being: a review of evidence for emotional versus decisional forgiveness, dispositional forgivingness, and reduced unforgiveness. Journal of Behavioral Medicine, 30(4), 291-302. doi:10.1007/s10865-007-9105-8
Wade, N. G., Hoyt, W. T., Kidwell, J. E. M., Worthington, E. L. Jr. (2014). Efficacy of psychotherapeutic interventions to promote forgiveness: a meta-analysis. Journal of Consulting and Clinical Psychology, 82(1), 154-170. doi:10.1037/a0035268
Akhtar, S., Barlow, J. (2018). Forgiveness therapy for the promotion of mental well-being: a systematic review and meta-analysis. Trauma, Violence, & Abuse, 19(1), 107-122. doi:10.1177/1524838016637079
Worthington, E. L. Jr. (2006). Forgiveness and Reconciliation: Theory and Application. Routledge. ISBN 9781583913338
EstudadoSusan Nolen-Hoeksema · ruminação
Nolen-Hoeksema, S. (1991). Responses to depression and their effects on the duration of depressive episodes. Journal of Abnormal Psychology, 100(4), 569-582. doi:10.1037/0021-843X.100.4.569
Nolen-Hoeksema, S., Wisco, B. E., Lyubomirsky, S. (2008). Rethinking rumination. Perspectives on Psychological Science, 3(5), 400-424. doi:10.1111/j.1745-6924.2008.00088.x
Lyubomirsky, S., Nolen-Hoeksema, S. (1995). Effects of self-focused rumination on negative thinking and interpersonal problem solving. Journal of Personality and Social Psychology, 69(1), 176-190. doi:10.1037/0022-3514.69.1.176
Lyubomirsky, S., Tucker, K. L., Caldwell, N. D., Berg, K. (1999). Why ruminators are poor problem solvers: clues from the phenomenology of dysphoric rumination. Journal of Personality and Social Psychology, 77(5), 1041-1060. doi:10.1037/0022-3514.77.5.1041
Watkins, E. R. (2008). Constructive and unconstructive repetitive thought. Psychological Bulletin, 134(2), 163-206. doi:10.1037/0033-2909.134.2.163
Aldao, A., Nolen-Hoeksema, S., Schweizer, S. (2010). Emotion-regulation strategies across psychopathology: a meta-analytic review. Clinical Psychology Review, 30(2), 217-237. doi:10.1016/j.cpr.2009.11.004
EstudadoBessel van der Kolk · o trauma e o corpo, uma tese discutida
van der Kolk, B. A. (2014). The Body Keeps the Score: Brain, Mind, and Body in the Healing of Trauma. Viking. ISBN 9780670785933
van der Kolk, B. A., Spinazzola, J., Blaustein, M. E., et al. (2007). A randomized clinical trial of eye movement desensitization and reprocessing (EMDR), fluoxetine, and pill placebo in the treatment of posttraumatic stress disorder: treatment effects and long-term maintenance. Journal of Clinical Psychiatry, 68(1), 37-46. doi:10.4088/jcp.v68n0105
van der Kolk, B. A., Stone, L., West, J., et al. (2014). Yoga as an adjunctive treatment for posttraumatic stress disorder: a randomized controlled trial. Journal of Clinical Psychiatry, 75(6), e559-e565. doi:10.4088/JCP.13m08561
Scheeringa, M. S. (2025, en ligne le 3 novembre; 2026). Evaluating evidence behind popular trauma narratives: neurobiological and treatment claims in The Body Keeps the Score. BJPsych Bulletin, 50(4), 345-347. doi:10.1192/bjb.2025.10174
EstudadoAbordagens somáticas (Somatic Experiencing, Peter Levine) · terapias corporais do trauma, ainda pouco estudadas
Brom, D., Stokar, Y., Lawi, C., et al. (2017). Somatic Experiencing for posttraumatic stress disorder: a randomized controlled outcome study. Journal of Traumatic Stress, 30(3), 304-312. doi:10.1002/jts.22189
Kuhfuß, M., Maldei, T., Hetmanek, A., Baumann, N. (2021). Somatic experiencing: effectiveness and key factors of a body-oriented trauma therapy: a scoping literature review. European Journal of Psychotraumatology, 12(1), 1929023. doi:10.1080/20008198.2021.1929023
EstudadoFrancine Shapiro · o EMDR, uma terapia do trauma
Shapiro, F. (1989). Eye movement desensitization: a new treatment for post-traumatic stress disorder. Journal of Behavior Therapy and Experimental Psychiatry, 20(3), 211-217. doi:10.1016/0005-7916(89)90025-6
Shapiro, F. (2001). Eye Movement Desensitization and Reprocessing (EMDR): Basic Principles, Protocols, and Procedures (2e éd.). Guilford Press. ISBN 9781572306721
Lewis, C., Roberts, N. P., Andrew, M., Starling, E., Bisson, J. I. (2020). Psychological therapies for post-traumatic stress disorder in adults: systematic review and meta-analysis. European Journal of Psychotraumatology, 11(1), 1729633. doi:10.1080/20008198.2020.1729633
Bisson, J. I., Roberts, N. P., Andrew, M., Cooper, R., Lewis, C. (2013). Psychological therapies for chronic post-traumatic stress disorder (PTSD) in adults. Cochrane Database of Systematic Reviews, 2013(12), CD003388. doi:10.1002/14651858.CD003388.pub4
Cuijpers, P., van Veen, S. C., Sijbrandij, M., Yoder, W., Cristea, I. A. (2020). Eye movement desensitization and reprocessing for mental health problems: a systematic review and meta-analysis. Cognitive Behaviour Therapy, 49(3), 165-180. doi:10.1080/16506073.2019.1703801
Lee, C. W., Cuijpers, P. (2013). A meta-analysis of the contribution of eye movements in processing emotional memories. Journal of Behavior Therapy and Experimental Psychiatry, 44(2), 231-239. doi:10.1016/j.jbtep.2012.11.001
O que a pesquisa não cobre
Nenhum estudo citado testa como intervenção um ritual para largar o que se carrega ou a leitura de um livro de desenvolvimento pessoal. As intervenções de perdão estudadas são programas conduzidos por profissionais (Wade et al., 2014); sua eficácia depende da duração e do formato. Os estudos experimentais sobre ruminação tratam sobretudo de estudantes em laboratório, e a relação com os transtornos psíquicos é correlacional (Aldao et al., 2010); um pensamento repetitivo concreto pode até ser útil (Watkins, 2008). Para o trauma, o EMDR é recomendado como primeira linha (Lewis et al., 2020), mas Cuijpers et al. (2020) encontram apenas 4 estudos em 27 com baixo risco de viés. Para as abordagens somáticas, há um primeiro ensaio randomizado de Somatic Experiencing (Brom et al., 2017, 63 participantes, contra lista de espera) e uma revisão exploratória de 16 estudos de qualidade desigual. A tese central de The Body Keeps the Score é criticada (Scheeringa, 2025). Nada demonstra a combinação própria do livro.
8. Você pode amar sem aprovar tudo.Estudado: Consideração positiva (Rogers), apego (Bowlby), diferenciação do self (Bowen), desfusãoRessonâncias: Grupos de ajuda mútua (Al-Anon), Don Miguel RuizHipótese do Kalisme
Rogers, C. R. (1957). The necessary and sufficient conditions of therapeutic personality change. Journal of Consulting Psychology, 21(2), 95-103. doi:10.1037/h0045357
Rogers, C. R. (1961, rééd. 1995). On Becoming a Person. Boston: Houghton Mifflin. ISBN 9780395755310
Farber, B. A., Suzuki, J. Y., & Lynch, D. A. (2018). Positive regard and psychotherapy outcome: A meta-analytic review. Psychotherapy, 55(4), 411-423. doi:10.1037/pst0000171
Haines, J. E., & Schutte, N. S. (2023). Parental conditional regard: A meta-analysis. Journal of Adolescence, 95(2), 195-223. doi:10.1002/jad.12111
Assor, A., Roth, G., & Deci, E. L. (2004). The emotional costs of parents’ conditional regard: A self-determination theory analysis. Journal of Personality, 72(1), 47-88. doi:10.1111/j.0022-3506.2004.00256.x
Roth, G., Assor, A., Niemiec, C. P., Ryan, R. M., & Deci, E. L. (2009). The emotional and academic consequences of parental conditional regard: Comparing conditional positive regard, conditional negative regard, and autonomy support as parenting practices. Developmental Psychology, 45(4), 1119-1142. doi:10.1037/a0015272
EstudadoJohn Bowlby · teoria do apego
Bowlby, J. (1969, 2e éd. 1982). Attachment and Loss, vol. 1: Attachment. New York: Basic Books. ISBN 9780465005437
Verhage, M. L., Schuengel, C., Madigan, S., Fearon, R. M. P., Oosterman, M., Cassibba, R., Bakermans-Kranenburg, M. J., & van IJzendoorn, M. H. (2016). Narrowing the transmission gap: A synthesis of three decades of research on intergenerational transmission of attachment. Psychological Bulletin, 142(4), 337-366. doi:10.1037/bul0000038
Haines, J. E., & Schutte, N. S. (2023). Parental conditional regard: A meta-analysis. Journal of Adolescence, 95(2), 195-223. doi:10.1002/jad.12111
EstudadoMurray Bowen · diferenciação do self
Bowen, M. (1978). Family Therapy in Clinical Practice. New York: Jason Aronson. ISBN 9780876683347
Miller, R. B., Anderson, S., & Keala, D. K. (2004). Is Bowen theory valid? A review of basic research. Journal of Marital and Family Therapy, 30(4), 453-466. doi:10.1111/j.1752-0606.2004.tb01255.x
Skowron, E. A., & Friedlander, M. L. (1998). The Differentiation of Self Inventory: Development and initial validation. Journal of Counseling Psychology, 45(3), 235-246. doi:10.1037/0022-0167.45.3.235
RessonânciaGrupos de ajuda mútua (Al-Anon) · o desligamento com amor
Nenhuma referência retida nesta página: texto clássico ou documento sem DOI nem ISBN.
RessonânciaDon Miguel Ruiz · o amor e o medo
Ruiz, D. M. (1999). La Maîtrise de l’amour. Paris: Jouvence (éd. originale: The Mastery of Love, San Rafael: Amber-Allen, 1999). ISBN 9782883531871
EstudadoTerapia de aceitação e compromisso · desfusão cognitiva
Hayes, S. C., Luoma, J. B., Bond, F. W., Masuda, A., & Lillis, J. (2006). Acceptance and Commitment Therapy: Model, processes and outcomes. Behaviour Research and Therapy, 44(1), 1-25. doi:10.1016/j.brat.2005.06.006
Levin, M. E., Hildebrandt, M. J., Lillis, J., & Hayes, S. C. (2012). The impact of treatment components suggested by the psychological flexibility model: A meta-analysis of laboratory-based component studies. Behavior Therapy, 43(4), 741-756. doi:10.1016/j.beth.2012.05.003
Öst, L.-G. (2014). The efficacy of Acceptance and Commitment Therapy: An updated systematic review and meta-analysis. Behaviour Research and Therapy, 61, 105-121. doi:10.1016/j.brat.2014.07.018
Atkins, P. W. B., Ciarrochi, J., Gaudiano, B. A., Bricker, J. B., Donald, J., Rovner, G., Smout, M., Livheim, F., Lundgren, T., & Hayes, S. C. (2017). Departing from the essential features of a high quality systematic review of psychotherapy: A response to Öst (2014) and recommendations for improvement. Behaviour Research and Therapy, 97, 259-272. doi:10.1016/j.brat.2017.05.016
Öst, L.-G. (2017). Rebuttal of Atkins et al. (2017) critique of the Öst (2014) meta-analysis of ACT. Behaviour Research and Therapy, 97, 273-281. doi:10.1016/j.brat.2017.08.008
Gloster, A. T., Walder, N., Levin, M. E., Twohig, M. P., & Karekla, M. (2020). The empirical status of acceptance and commitment therapy: A review of meta-analyses. Journal of Contextual Behavioral Science, 18, 181-192. doi:10.1016/j.jcbs.2020.09.009
O que a pesquisa não cobre
A pesquisa sobre a consideração parental condicional mede sobretudo, por questionário e de forma correlacional, o que vive a criança ou o adolescente que recebe um amor condicional. Ela não testa o caminho do livro, o de um adulto que escolhe amar alguém próximo sem aprovar seus atos. Não se sabe se essa separação melhora o bem-estar de quem ama, ou a relação. A consideração positiva medida em terapia é a de um terapeuta. A desfusão é um exercício sobre os pensamentos, não sobre uma pessoa. O desligamento com amor do Al-Anon não tem base empírica própria nas referências retidas. Nenhum estudo cobre a combinação dessas correntes em uma única prática.
9. Você pode se colocar em primeiro lugar.Estudado: Programa de autocompaixão (Neff e Germer), fadiga por compaixãoHipótese do Kalisme
EstudadoKristin Neff e Christopher Germer · o programa Mindful Self-Compassion
Neff, K. D., et Germer, C. K. (2013). A pilot study and randomized controlled trial of the Mindful Self-Compassion program. Journal of Clinical Psychology, 69(1), 28-44. doi:10.1002/jclp.21923
Neff, K. D., et Pommier, E. (2013). The relationship between self-compassion and other-focused concern among college undergraduates, community adults, and practicing meditators. Self and Identity, 12(2), 160-176. doi:10.1080/15298868.2011.649546
Welp, L. R., et Brown, C. M. (2014). Self-compassion, empathy, and helping intentions. The Journal of Positive Psychology, 9(1), 54-65. doi:10.1080/17439760.2013.831465
Ferrari, M., et al. (2019). Self-compassion interventions and psychosocial outcomes: a meta-analysis of RCTs. Mindfulness, 10, 1455-1473. doi:10.1007/s12671-019-01134-6
Kirby, J. N., Tellegen, C. L., et Steindl, S. R. (2017). A meta-analysis of compassion-based interventions: current state of knowledge and future directions. Behavior Therapy, 48(6), 778-792. doi:10.1016/j.beth.2017.06.003
Neff, K. D. (2003). Self-compassion: an alternative conceptualization of a healthy attitude toward oneself. Self and Identity, 2(2), 85-101. doi:10.1080/15298860309032
EstudadoPesquisa sobre fadiga por compaixão · o desgaste dos profissionais de saúde e dos cuidadores
Cocker, F., et Joss, N. (2016). Compassion fatigue among healthcare, emergency and community service workers: a systematic review. International Journal of Environmental Research and Public Health, 13(6), 618. doi:10.3390/ijerph13060618
Sinclair, S., Raffin-Bouchal, S., Venturato, L., Mijovic-Kondejewski, J., et Smith-MacDonald, L. (2017). Compassion fatigue: a meta-narrative review of the healthcare literature. International Journal of Nursing Studies, 69, 9-24. doi:10.1016/j.ijnurstu.2017.01.003
Lynch, S. H., Shuster, G., et Lobo, M. L. (2018). The family caregiver experience: examining the positive and negative aspects of compassion satisfaction and compassion fatigue as caregiving outcomes. Aging and Mental Health, 22(11), 1424-1431. doi:10.1080/13607863.2017.1364344
Day, J. R., et Anderson, R. A. (2011). Compassion fatigue: an application of the concept to informal caregivers of family members with dementia. Nursing Research and Practice, 2011, 408024. doi:10.1155/2011/408024
Duarte, J., Pinto-Gouveia, J., et Cruz, B. (2016). Relationships between nurses’ empathy, self-compassion and dimensions of professional quality of life: a cross-sectional study. International Journal of Nursing Studies, 60, 1-11. doi:10.1016/j.ijnurstu.2016.02.015
Neff, K. D., Knox, M. C., Long, P., et Gregory, K. (2020). Caring for others without losing yourself: an adaptation of the Mindful Self-Compassion Program for Healthcare Communities. Journal of Clinical Psychology, 76(9), 1543-1562. doi:10.1002/jclp.23007
Singer, T., et Klimecki, O. M. (2014). Empathy and compassion. Current Biology, 24(18), R875-R878. doi:10.1016/j.cub.2014.06.054
Hipótese do KalismeKalisme · o cuidado de si como higiene, e não como luxo: uma posição própria do livro
Nenhuma referência retida nesta página: texto clássico ou documento sem DOI nem ISBN.
O que a pesquisa não cobre
Nenhum estudo citado mostra que um cuidado de si maior aumente depois a ajuda realmente dada aos outros: o ensaio do programa Mindful Self-Compassion mede uma compaixão declarada por questionário, e outros trabalhos medem intenções de ajudar. Nenhum mostra que a pessoa “acaba não tendo mais nada para dar, e depois desmorona” por não se reabastecer; entre cuidadores familiares, a fadiga por compaixão medida é moderada e convive com a continuidade do cuidado. Uma revisão contesta que o desgaste dos profissionais de saúde venha da própria compaixão (Sinclair et al.). Os dados que relacionam autocompaixão e menor esgotamento entre profissionais de saúde são transversais ou sem grupo de controle. O enquadramento “higiene e não luxo” é uma posição do livro, não um resultado.
10. Você pode não deixar o medo decidir.Estudado: Terapia de aceitação e compromisso (Hayes)Ressonâncias: Don Miguel Ruiz, Brené BrownHipótese do Kalisme
EstudadoSteven C. Hayes · terapia de aceitação e compromisso: agir de acordo com os próprios valores, com o medo
Hayes, S. C., Luoma, J. B., Bond, F. W., Masuda, A., Lillis, J. (2006). Acceptance and Commitment Therapy: Model, processes and outcomes. Behaviour Research and Therapy, 44(1), 1-25. doi:10.1016/j.brat.2005.06.006
Hayes, S. C., Strosahl, K. D., Wilson, K. G. (1999). Acceptance and Commitment Therapy: An Experiential Approach to Behavior Change. New York, Guilford Press. ISBN 9781572304819
Hayes, S. C., Strosahl, K. D., Wilson, K. G. (2012). Acceptance and Commitment Therapy: The Process and Practice of Mindful Change (2e éd.). New York, Guilford Press. ISBN 9781609189624
Hayes, S. C., Lillis, J. (2012). Acceptance and commitment therapy. Washington, American Psychological Association (série Theories of Psychotherapy). doi:10.1037/17335-000
A-Tjak, J. G. L., Davis, M. L., Morina, N., Powers, M. B., Smits, J. A. J., Emmelkamp, P. M. G. (2015). A meta-analysis of the efficacy of acceptance and commitment therapy for clinically relevant mental and physical health problems. Psychotherapy and Psychosomatics, 84(1), 30-36. doi:10.1159/000365764
Öst, L.-G. (2014). The efficacy of Acceptance and Commitment Therapy: An updated systematic review and meta-analysis. Behaviour Research and Therapy, 61, 105-121. doi:10.1016/j.brat.2014.07.018
Gloster, A. T., Walder, N., Levin, M. E., Twohig, M. P., Karekla, M. (2020). The empirical status of acceptance and commitment therapy: A review of meta-analyses. Journal of Contextual Behavioral Science, 18, 181-192. doi:10.1016/j.jcbs.2020.09.009
Stockton, D., Kellett, S., Berrios, R., Sirois, F., Wilkinson, N., Miles, G. (2019). Identifying the Underlying Mechanisms of Change During Acceptance and Commitment Therapy (ACT): A Systematic Review of Contemporary Mediation Studies. Behavioural and Cognitive Psychotherapy, 47(3), 332-362. doi:10.1017/S1352465818000553
RessonânciaDon Miguel Ruiz · a escolha entre o amor e o medo
Ruiz, D. M. (1999). La Maîtrise de l’amour, Paris, Jouvence. Édition originale: The Mastery of Love: A Practical Guide to the Art of Relationship, San Rafael, Amber-Allen Publishing, 1999. ISBN 9781878424426
RessonânciaBrené Brown · a vulnerabilidade como forma de coragem
Brown, B. (2006). Shame Resilience Theory: A Grounded Theory Study on Women and Shame. Families in Society: The Journal of Contemporary Social Services, 87(1), 43-52. doi:10.1606/1044-3894.3483
Brown, B. (2012). Daring Greatly: How the Courage to Be Vulnerable Transforms the Way We Live, Love, Parent, and Lead. New York, Gotham Books. ISBN 9781592407330
Collins, N. L., Miller, L. C. (1994). Self-disclosure and liking: A meta-analytic review. Psychological Bulletin, 116(3), 457-475. doi:10.1037/0033-2909.116.3.457
O que a pesquisa não cobre
A pesquisa não diz nada sobre a própria permissão (“você pode não deixar o medo decidir”) como princípio de vida ou de leitura. A terapia de aceitação e compromisso é um tratamento psicológico testado em pacientes, como um todo: sua eficácia não valida um livro nem, isoladamente, o efeito dos valores ou da ação comprometida, cujos estudos de mediação continuam pouco numerosos e de qualidade limitada. Nenhum estudo testa a oposição entre o amor e o medo proposta por Ruiz, nem a ideia de que a vulnerabilidade seja uma força no sentido causal. Os trabalhos de Brené Brown se baseiam em entrevistas e em uma teoria fundamentada, não em ensaios controlados. O efeito de uma leitura sobre o medo nunca foi medido.
11. Você pode recusar o que rouba sua paz.Estudado: Atenção plena, regulação das emoções, raiva e açãoInspirações: Epicteto, Marco AurélioHipótese do Kalisme
InspiraçãoEpicteto e Marco Aurélio · distinguir o que depende de nós do que não depende
Épictète, Discourses and Selected Writings, Penguin Classics, 2008 (le Manuel, § 1, porte la division entre ce qui dépend de nous et ce qui n’en dépend pas). ISBN 9780140449464
Marc Aurèle, Meditations, Penguin Classics, 2006 (notamment 6.41, 6.52, 8.47). ISBN 9780140449334
EstudadoJon Kabat-Zinn (MBSR) · meditação de atenção plena, incluindo o silêncio
Kabat-Zinn J., 1982, An outpatient program in behavioral medicine for chronic pain patients based on the practice of mindfulness meditation: theoretical considerations and preliminary results, General Hospital Psychiatry 4(1):33-47. doi:10.1016/0163-8343(82)90026-3
Kabat-Zinn J., Full Catastrophe Living, édition révisée, Bantam Books, 2013 (première édition Delacorte, 1990). ISBN 9780345536938
Goyal M. et al., 2014, Meditation programs for psychological stress and well-being: a systematic review and meta-analysis, JAMA Internal Medicine 174(3):357-368. doi:10.1001/jamainternmed.2013.13018
Khoury B. et al., 2013, Mindfulness-based therapy: a comprehensive meta-analysis, Clinical Psychology Review 33(6):763-771. doi:10.1016/j.cpr.2013.05.005
Goldberg S.B., Riordan K.M., Sun S., Davidson R.J., 2022, The empirical status of mindfulness-based interventions: a systematic review of 44 meta-analyses of randomized controlled trials, Perspectives on Psychological Science 17(1):108-130. doi:10.1177/1745691620968771
Van Dam N.T. et al., 2018, Mind the hype: a critical evaluation and prescriptive agenda for research on mindfulness and meditation, Perspectives on Psychological Science 13(1):36-61. doi:10.1177/1745691617709589
Britton W.B., Lindahl J.R., Cooper D.J., Canby N.K., Palitsky R., 2021, Defining and measuring meditation-related adverse effects in mindfulness-based programs, Clinical Psychological Science 9(6):1185-1204. doi:10.1177/2167702621996340
EstudadoPesquisa sobre a regulação das emoções (Gross, Webb, Bushman, entre outros) · reprimir ou descarregar a raiva
Bushman B.J., 2002, Does venting anger feed or extinguish the flame? Catharsis, rumination, distraction, anger, and aggressive responding, Personality and Social Psychology Bulletin 28(6):724-731. doi:10.1177/0146167202289002
Kjærvik S.L., Bushman B.J., 2024, A meta-analytic review of anger management activities that increase or decrease arousal: what fuels or douses rage?, Clinical Psychology Review 109:102414. doi:10.1016/j.cpr.2024.102414
Gross J.J., John O.P., 2003, Individual differences in two emotion regulation processes: implications for affect, relationships, and well-being, Journal of Personality and Social Psychology 85(2):348-362. doi:10.1037/0022-3514.85.2.348
Gross J.J., 2002, Emotion regulation: affective, cognitive, and social consequences, Psychophysiology 39(3):281-291. doi:10.1017/S0048577201393198
Webb T.L., Miles E., Sheeran P., 2012, Dealing with feeling: a meta-analysis of the effectiveness of strategies derived from the process model of emotion regulation, Psychological Bulletin 138(4):775-808. doi:10.1037/a0027600
EstudadoPesquisa sobre a raiva e a ação (Carver e Harmon-Jones, van Zomeren, entre outros) · a raiva como impulso para a ação
Carver C.S., Harmon-Jones E., 2009, Anger is an approach-related affect: evidence and implications, Psychological Bulletin 135(2):183-204. doi:10.1037/a0013965
van Zomeren M., Postmes T., Spears R., 2008, Toward an integrative social identity model of collective action: a quantitative research synthesis of three socio-psychological perspectives, Psychological Bulletin 134(4):504-535. doi:10.1037/0033-2909.134.4.504
Reifen Tagar M., Federico C.M., Halperin E., 2011, The positive effect of negative emotions in protracted conflict: the case of anger, Journal of Experimental Social Psychology 47(1):157-164. doi:10.1016/j.jesp.2010.09.011
Del Vecchio T., O’Leary K.D., 2004, Effectiveness of anger treatments for specific anger problems: a meta-analytic review, Clinical Psychology Review 24(1):15-34. doi:10.1016/j.cpr.2003.09.006
Kjærvik S.L., Bushman B.J., 2024, A meta-analytic review of anger management activities that increase or decrease arousal: what fuels or douses rage?, Clinical Psychology Review 109:102414. doi:10.1016/j.cpr.2024.102414
O que a pesquisa não cobre
Nenhum estudo verificado trata do fato de recusar ou de estabelecer um limite para preservar a paz interior. O programa MBSR inclui um dia de silêncio, mas nenhum ensaio verificado isola o efeito do silêncio: os resultados dizem respeito ao programa inteiro. A “raiva justa”, que defende uma dignidade sem queimar quem a carrega, é uma categoria do livro, não uma variável medida. Os dados sobre a repressão são mistos: em laboratório, conter a expressão de uma emoção a atenua um pouco (um efeito pequeno a médio, considerando todas as medidas), ao passo que se esforçar para não senti-la não a atenua; e o uso habitual da supressão anda junto com menos bem-estar. Por fim, que a raiva “transformada em ação” seja construtiva não está demonstrado: a pesquisa mostra que a raiva leva a agir, sobretudo em conjunto, não que essa ação seja benéfica para quem a carrega; e as atividades físicas que aumentam a ativação não reduzem a raiva.
12. Você pode tentar sem garantias.Estudado: Mentalidade de crescimento (Dweck), arrependimento (Gilovich), exposição gradualHipótese do Kalisme
EstudadoCarol Dweck · mentalidade de crescimento
Dweck, C. S. et Leggett, E. L. (1988). A social-cognitive approach to motivation and personality. Psychological Review, 95(2), 256-273. doi:10.1037/0033-295X.95.2.256
Dweck, C. S. (2006). Mindset: The New Psychology of Success. Random House. ISBN 9781400062751
Burgoyne, A. P., Hambrick, D. Z. et Macnamara, B. N. (2020). How firm are the foundations of mind-set theory? The claims appear stronger than the evidence. Psychological Science, 31(3), 258-267. doi:10.1177/0956797619897588
Sisk, V. F., Burgoyne, A. P., Sun, J., Butler, J. L. et Macnamara, B. N. (2018). To what extent and under which circumstances are growth mind-sets important to academic achievement? Two meta-analyses. Psychological Science, 29(4), 549-571. doi:10.1177/0956797617739704
Macnamara, B. N. et Burgoyne, A. P. (2023). Do growth mindset interventions impact students’ academic achievement? A systematic review and meta-analysis with recommendations for best practices. Psychological Bulletin, 149(3-4), 133-173. doi:10.1037/bul0000352
Burnette, J. L., Billingsley, J., Banks, G. C., Knouse, L. E., Hoyt, C. L., Pollack, J. M. et Simon, S. (2023). A systematic review and meta-analysis of growth mindset interventions: For whom, how, and why might such interventions work? Psychological Bulletin, 149(3-4), 174-205. doi:10.1037/bul0000368
Yeager, D. S., Hanselman, P., Walton, G. M. et al. (2019). A national experiment reveals where a growth mindset improves achievement. Nature, 573, 364-369. doi:10.1038/s41586-019-1466-y
EstudadoThomas Gilovich e Victoria Medvec · arrependimentos por ação e arrependimentos por omissão
Gilovich, T. et Medvec, V. H. (1995). The experience of regret: What, when, and why. Psychological Review, 102(2), 379-395. doi:10.1037/0033-295X.102.2.379
Gilovich, T. et Medvec, V. H. (1994). The temporal pattern to the experience of regret. Journal of Personality and Social Psychology, 67(3), 357-365. doi:10.1037/0022-3514.67.3.357
Yeung, S. K. et Feldman, G. (2022). Revisiting the temporal pattern of regret in action versus inaction: Replication of Gilovich and Medvec (1994) with extensions examining responsibility. Collabra: Psychology, 8(1). doi:10.1525/collabra.37122
Feldman, J., Miyamoto, J. et Loftus, E. F. (1999). Are actions regretted more than inactions? Organizational Behavior and Human Decision Processes, 78(3), 232-255. doi:10.1006/obhd.1999.2833
Roese, N. J. et Summerville, A. (2005). What we regret most... and why. Personality and Social Psychology Bulletin, 31(9), 1273-1285. doi:10.1177/0146167205274693
Davidai, S. et Gilovich, T. (2018). The ideal road not taken: The self-discrepancies involved in people’s most enduring regrets. Emotion, 18(3), 439-452. doi:10.1037/emo0000326
EstudadoExposição gradual · terapias cognitivo-comportamentais da ansiedade
Foa, E. B. et Kozak, M. J. (1986). Emotional processing of fear: Exposure to corrective information. Psychological Bulletin, 99(1), 20-35. doi:10.1037/0033-2909.99.1.20
Carpenter, J. K., Andrews, L. A., Witcraft, S. M., Powers, M. B., Smits, J. A. J. et Hofmann, S. G. (2018). Cognitive behavioral therapy for anxiety and related disorders: A meta-analysis of randomized placebo-controlled trials. Depression and Anxiety, 35(6), 502-514. doi:10.1002/da.22728
Craske, M. G., Treanor, M., Conway, C. C., Zbozinek, T. et Vervliet, B. (2014). Maximizing exposure therapy: An inhibitory learning approach. Behaviour Research and Therapy, 58, 10-23. doi:10.1016/j.brat.2014.04.006
Wolitzky-Taylor, K. B., Horowitz, J. D., Powers, M. B. et Telch, M. J. (2008). Psychological approaches in the treatment of specific phobias: A meta-analysis. Clinical Psychology Review, 28(6), 1021-1037. doi:10.1016/j.cpr.2008.02.007
O que a pesquisa não cobre
Nenhum estudo citado testa que redefinir o fracasso como informação, ou uma pequena coragem diária, aumente a ousadia ou reduza o arrependimento em adultos sem transtorno. A exposição é validada para transtornos de ansiedade tratados em terapia, não como exercício da vida cotidiana. As metanálises sobre a mentalidade de crescimento medem sobretudo o desempenho escolar, não a tomada de risco, e o teste direto das premissas da teoria as considera fracas. Os dados sobre o arrependimento se baseiam em grande parte em lembranças e cenários, e os maiores arrependimentos acompanham a oportunidade percebida.
13. Você pode começar hoje.Estudado: Solidão e vínculo social (Holt-Lunstad)Inspirações: Herbert Simon, os estoicos, tradições contemplativasRessonâncias: Eckhart TolleHipótese do Kalisme
InspiraçãoHerbert A. Simon · a escassez de atenção
Nenhuma referência retida nesta página: texto clássico ou documento sem DOI nem ISBN.
EstudadoPesquisa sobre solidão e vínculo social (Holt-Lunstad, Wang, entre outros) · isolamento, solidão e risco de mortalidade
Holt-Lunstad J., Smith T. B., Layton J. B., 2010, “Social relationships and mortality risk: a meta-analytic review”, PLoS Medicine 7(7):e1000316. doi:10.1371/journal.pmed.1000316
Holt-Lunstad J., Smith T. B., Baker M., Harris T., Stephenson D., 2015, “Loneliness and social isolation as risk factors for mortality: a meta-analytic review”, Perspectives on Psychological Science 10(2):227 à 237. doi:10.1177/1745691614568352
Wang F., Gao Y., Han Z. et al., 2023, “A systematic review and meta-analysis of 90 cohort studies of social isolation, loneliness and mortality”, Nature Human Behaviour 7(8):1307 à 1319. doi:10.1038/s41562-023-01617-6
Rico-Uribe L. A., Caballero F. F., Martín-María N., Cabello M., Ayuso-Mateos J. L., Miret M., 2018, “Association of loneliness with all-cause mortality: a meta-analysis”, PLoS ONE 13(1):e0190033. doi:10.1371/journal.pone.0190033
Steptoe A., Shankar A., Demakakos P., Wardle J., 2013, “Social isolation, loneliness, and all-cause mortality in older men and women”, PNAS 110(15):5797 à 5801. doi:10.1073/pnas.1219686110
Masi C. M., Chen H. Y., Hawkley L. C., Cacioppo J. T., 2011, “A meta-analysis of interventions to reduce loneliness”, Personality and Social Psychology Review 15(3):219 à 266. doi:10.1177/1088868310377394
RessonânciaEckhart Tolle · a presença no momento presente
Tolle E., The Power of Now: A Guide to Spiritual Enlightenment, Vancouver et Novato, Namaste Publishing et New World Library, édition de 2004 (première publication 1997). ISBN 9781577314806
InspiraçãoOs estoicos e as tradições contemplativas · saber-se parte de um todo maior
Marc Aurèle, Meditations (Pensées pour moi-même), trad. G. Hays, New York, Modern Library, 2003. ISBN 9780812968255
Piff P. K., Dietze P., Feinberg M., Stancato D. M., Keltner D., 2015, “Awe, the small self, and prosocial behavior”, Journal of Personality and Social Psychology 108(6):883 à 899. doi:10.1037/pspi0000018
Yaden D. B., Haidt J., Hood R. W., Vago D. R., Newberg A. B., 2017, “The varieties of self-transcendent experience”, Review of General Psychology 21(2):143 à 160. doi:10.1037/gpr0000102
O que a pesquisa não cobre
Os estudos lidos tratam da associação entre isolamento ou solidão e mortalidade; eles não mostram que escolher o vínculo em vez do recolhimento reduza esse risco, e os ensaios randomizados de intervenções contra a solidão dão efeitos menores que os estudos não randomizados. Nada do que foi lido testa a retomada do controle sobre o próprio olhar, a presença oferecida aos próximos, um descentramento cultivado de propósito, nem o encadeamento desses elementos. A pesquisa sobre intenções de ação e formação de hábitos, a mais próxima de “começar hoje”, ainda não foi examinada aqui.
210 referências distintas (246 menções, já que alguns estudos servem a várias permissões), todas verificadas pelo DOI ou pelo ISBN. Os textos clássicos e os documentos on-line que não têm esses identificadores não estão listados aqui.
Como o Kalisme constrói seus conteúdos
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Abordagens que têm sínteses publicadas.
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Dizer os limites
O que a pesquisa não diz está escrito.
O Kalisme não transforma uma publicação científica em prova de que o Kalisme funciona.
Quando uma frase dos nossos livros atribui à pesquisa uma confirmação que ela não traz, nós a corrigimos. Em outubro de 2026, nove passagens de oito livros foram reformuladas nos 15 idiomas; elas sairão com a próxima versão do aplicativo.
O Kalisme ainda não foi avaliado. Os pilotos testam a adoção e a utilidade percebida, não o efeito. Seu protocolo, escrito antes da primeira medição, está publicado na página Pro.
O Kalisme e a prevenção no trabalho
As diretrizes da Organização Mundial da Saúde sobre saúde mental no trabalho (2022) convidam a considerar intervenções individuais, com um grau de certeza baixo, e nunca como resposta completa. A nota conjunta da OMS e da Organização Internacional do Trabalho situa a prevenção do lado da organização do trabalho, por meio da gestão dos riscos psicossociais.
Universally delivered psychosocial interventions that aim to build workers’ skills in stress management […] may be considered for workers to promote positive mental health, reduce emotional distress and improve work effectiveness.
Recomendação 8A: recomendação condicional, certeza baixa das evidências (“conditional recommendation, low-certainty of evidence”).Nossa tradução: “Intervenções psicossociais oferecidas a todos, que visam fortalecer as competências dos trabalhadores no manejo do estresse […], podem ser consideradas para promover uma saúde mental positiva, reduzir o sofrimento emocional e melhorar a eficácia no trabalho.” O trecho omitido cita como exemplo as intervenções baseadas na atenção plena ou nas abordagens cognitivo-comportamentais.OMS, WHO guidelines on mental health at work, 2022, recomendação 8A.
These interventions form one part of self-care or self-management options, but alone they would not constitute comprehensive delivery.
Nossa tradução: “Essas intervenções são uma parte das opções de autocuidado ou de autogestão; sozinhas, elas não constituiriam uma resposta completa.”OMS, mesmo documento, considerações que acompanham as recomendações 8A e 8B.
WHO guidelines recommend that organizational interventions are used as a means of preventive measures that can be universally implemented within the workplace.
Nossa tradução: “As diretrizes da OMS recomendam recorrer às intervenções organizacionais como medidas de prevenção, aplicáveis a todo o local de trabalho.”OMS e OIT, Mental health at work: policy brief, 2022.
O Kalisme é uma camada individual e voluntária. Ele não substitui a prevenção dos riscos psicossociais, nem a gestão, nem a organização do trabalho.
Fontes
Organização Mundial da Saúde (2022). WHO guidelines on mental health at work. Genebra: OMS. ISBN 978-92-4-005305-2
Organização Mundial da Saúde e Organização Internacional do Trabalho (2022). Mental health at work: policy brief. Genebra: OMS e OIT. ISBN 978-92-4-005794-4